Entrevista: Alessandro Mendonça


1-Como começou o seu interesse pelo fantástico mundo da escrita? 
Acho que como a maioria dos autores: pelo fantástico mundo da leitura e do faz-de-conta. Bons professores e pais que estimulam a leitura estão na ponta do processo sempre.

2- Todo escritor, normalmente é também um grande leitor. Conte-nos quem são seus autores favoritos? Algum deles inspirou a sua escrita? 
Não tenho um autor preferido. Essa é uma pergunta que tenho muita dificuldade em responder, mas, com certeza, os leitores de Umberto Eco (de "O Nome da Rosa") perceberam sua influência em Missi Dominici, meu segundo romance.

3- Qual foi o trecho do livro que você mais gostou de escrever? 
Escrita é esforço. Os trechos mais belos serão quase sempre os que mais deram trabalho. Quanto maior o "desgaste" para compor, menor o "desgosto" para ler. Mas, às vezes, o autor se sente realmente "tomado" e o fluxo criativo é contínuo e belo.

4- Qual de seus personagens é o seu favorito ? Por que? O que ele significa para você? 
Outra pergunta difícil. Não tenho um personagem "favorito" assim como não tenho um autor favorito.


5- O que Missi Dominici significa para você? o livro já mudou de alguma forma a sua vida? Acredito que qualquer livro é uma extensão do autor "para fora", "para dentro" e "para frente". O autor se lança através dos personagens e do enredo numa espécie de catarse e também lança-se à frente, ou seja, ao futuro. O romance prolonga a vida do autor, levando-o a continuar influenciando, dialogando, gerando, interagindo mesmo depois de morto e, por fim, lança-se "para dentro" da mente e memória afetiva do leitor passando a "habitá-la" de alguma forma.

6-Como se sente quando vê que as pessoas estão gostando do seu trabalho? 
Me sinto "multi-realizado". É sinal de que a "parceria" se fez. Porque ler é uma parceria, uma sedução que se estabelece e tenta se prolongar ao longo do texto.

7- Qual a emoção de ter seu primeiro livro publicado? 
Meu primeiro romance, Era Uma Vez 1986, me fez chorar assim que eu o finalizei. Liguei para minha esposa aos prantos. Depois foram só alegrias: o livro publicado, o livro chegando, o texto impresso, o cheiro do papel, o livro nas prateleiras, o livro nas mãos das pessoas. Tudo muito emocionante.

8- Você tem alguma inspiração quando escreve ou tudo vai simplesmente surgindo? 
Músicas e leituras sempre são uma fonte de inspiração. Na hora de escrever gosto de ouvir canções que tenham relação com o tema do texto. A inspiração inicial é quase sempre fácil de identificar: uma leitura, uma experiência, um sonho. Depois das linhas iniciais, aí é deixar o texto fluir da forma menos "crítica" possível; é dar vazão ao encadeamento de ideias. Depois a gente senta e reflete sobre o que escreveu e faz as correções e aprimoramentos.

9- Qual seria sua maior "dica"para quem quer começar a escrever "Profissionalmente"? 
Agir profissionalmente. O que fazem os bons profissionais? Se qualificam. Eu comecei lendo livros de tutoria a novos autores. Ainda não vivo da literatura - como a maioria dos colegas. Por isso sou mais carente de dicas do que capaz de dá-las.

10-Quais são os seus próximos planos literários? Tem algum projeto em andamento que possa revelar? 
Estou trabalhando num livro de contos, com o título provisório de "Morrer é Assim". Um dos contos já finalizado está disponível na Amazon em formato digital. Chama-se "O Campo de Portas" e fala sobre um sujeito que abre uma porta e dá de cara com o Céu. Morreu e nem se deu conta, pois como o conto diz "morrer é como abrir uma porta"

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3 comments

Unknown 25 de setembro de 2015 08:02

Parabéns pela entrevista....Você arrasa sempre...

antonia lopes de araujo Lopes 25 de setembro de 2015 08:03

Parabéns pela entrevista....Você arrasa sempre...

Becca Martins 25 de setembro de 2015 13:45

Uau! Meio estranho o autor não ter um personagem preferido muito menos um autor. Eu tenho tantos kkkkk
Beijoos!!
Umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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