Entrevista: Raone Soares


 Me chamo: Raone Soares, tenho 21 anos. Atualmente moro na zona sul do estado de São Paulo, com meus pais e irmãos.
   Sempre fui muito sonhador, mas não imaginava que iria seguir esse caminho. Sempre quis ser desenhista, mas conforme fui crescendo eu descobri que no fundo não era isso que me estaria sendo reservado. A passagem pela faculdade, no curso de Marketing, me fez ver que não sabia o que queria, que estava perdido. Foi só depois, quando comecei a escrever, que decidi fazer Letras, porém ainda não seria o que eu queria. Atualmente estou decidido a fazer Jornalismo, quero poder trazer informação e entretenimento através de meus textos e livros.

1-Como começou o seu interesse pelo fantástico mundo da escrita?
Eu não cresci no meio literário. Não cresci lendo os clássicos ou qualquer outro livro, até porque nunca gostei muito de ler, porém eu havia decido que me obrigaria a começar a ler. Comprei a série de grande sucesso: Harry Potter, foi ai que a vontade pela leitura nasceu, era justamente o que eu necessitava, de um empurrão, mas o interesse pela escrita começou apenas quando comecei a ler a saga Crepúsculo, da Stephenie Meyer. Aos poucos essa vontade foi crescendo e se transformou em uma necessidade, uma forma de me comunicar.

2- Todo escritor, normalmente é também um grande leitor. Conte-nos quem são seus autores favoritos? Algum deles inspirou a sua escrita?
Como disse anteriormente, foi à saga da Stephenie Meyer que me motivou a começar a escrever. Ela é uma das minhas escritoras preferidas, porém gosto muito também da Suzanne Collins, autora da trilogia: Jogos Vorazes, Margaret Stohl e Cami Garcia, autoras da série: Beautiful creatures (Dezesseis Luas), e Colleen Houck, autora de: A maldição do tigre.

3- Qual foi o trecho do livro que você mais gostou de escrever?
Teve uma parte no livro que me marcou muito. Foi à primeira experiência do personagem com a morte. Ele acabou de perder uma pessoa, cuja qual não posso revelar, e sofre muito com isso. Essa parte foi a mais complicada de descrever, pois apenas de tudo eu, como ser humano, nunca senti tal sensação, então foi muito difícil de desenvolver essa parte pelo fato de não saber qual é o desespero de enfrentar a morte. De perder alguém que amo.



4- Qual de seus personagens é o seu favorito ? Por que? O que ele significa para você?
Dizem que um escritor tem o costume de colocar em seus personagens muito de si mesmo. Eu não sei quanto aos outros, mas os meus protagonistas tem muito de mim. Gosto de todos os meus personagens, mas o Ian e a Magna são os que mais “convivem” comigo... Mas também aprendo muito com eles. Aprendi junto com o Ian a essência de perdoar as pessoas, que não devemos deixar de viver nossa vida por medo, não que eu já não soubesse disso, mas a colocação dos acontecimentos no meu dia-a-dia me fez enxergar que nunca havia me feito àquela pergunta: E se isso acontecesse comigo? O Ian me ensinou isso! Eles me ensinaram também que quando amamos alguém não importa se esse alguém é defeituoso ou não, sempre vamos lutar por esse amor, mesmo que seja a pior de nossas escolhas e que, independente de qual seja, elas sempre nos trarão consequências. 


5- O que A Saga Declínio significa para você? O livro já mudou de alguma forma a sua vida?
   A saga Declínio significa o meu próprio amadurecimento, como escritor e como ser humano. Me vi encurralado entre minhas próprias escolhas, para querer descobrir como solucionaria todos os pontos soltos na história e como isso faria alguma relevância em “minha vida” e na vida do personagem.
O ensinamento maior, que vou levar sempre comigo, é que antes eu nunca havia imaginado que sentiria o que já senti enquanto colocava palavras no papel. Agora as palavras significam muito mais para mim e discordo das pessoas que dizem que palavras escritas não têm peso ou relevância (sim, eu já ouvi isso!).

6-Como se sente quando vê que as pessoas estão gostando do seu trabalho?
Acho que, independente de qual seja a profissão, quando nos deparamos com alguém que te admira e que gosta do seu trabalho tudo vale a pena. Aquela sensação de orgulho pessoal incha no peito e de repente as altas noites insones, sentado na frente do computador, correspondem as suas expectativas.
       Eu me sinto realizado quando isso acontece. Saber que alguém gosta do que faço, faz com que eu tenha animo para continuar, é como se fosse o combustível para me fazer dar a partida essencial.

7- Qual a emoção de ter seu primeiro livro publicado?
É parte da minha história que está se encaixando. Ainda é difícil de acreditar que o sonho está muito mais perto de se tornar realidade, pois todos sabem o quanto está difícil de embarcar no ramo editorial atualmente, então cada oportunidade é essencial para nossa carreira. Claro que não depende unicamente disso, mas ter uma editora que está disposta a publicar o seu livro é um avanço extraordinário para a carreira do escritor.

8- Você tem alguma inspiração quando escreve ou tudo vai simplesmente surgindo?
Eu nunca entendi esse negocio de inspiração (risos). Comigo as coisas vão surgindo assim que me sento na frente do computador e abro o word. Às vezes eu me surpreendo com as palavras que vão surgindo, é como se alguém invisível estivesse narrando à história no pé do meu ouvido e eu só servisse de “pilar” para trazê-la à tona.
    Não fico esperando a inspiração aparecer, eu digo a mim mesmo que a inspiração sou eu quem faço. Claro que tem dias que é mais difícil para elaborar alguma coisa, mas mesmo assim tudo surge quando queremos. Não podemos ficar a mercê dessas raras aparições da inspiração.  

9- Qual seria sua maior "dica" para quem quer começar a escrever "Profissionalmente"? 
A dica essencial é justamente a de não esperar que a inspiração apareça.
Sempre ouço as pessoas dizendo: Não escrevi hoje porque a inspiração não apareceu. Eu sinceramente acho isso muito errado, pois a inspiração aparece poucas vezes para nós. Como disse antes: A inspiração sou eu quem faço. Acho que isso é uma boa dica!
     Acredito que seja essencial também que a pessoa não tenha medo de mostrar seu trabalho e que não tenha medo de ouvir criticas. É importante estar ciente de que a partir do momento que decidimos levar nossos livros para frente, como um trabalho, se torna uma obrigação para nós estarmos preparados para ouvir elogios e criticas. É bom saber também que a partir desse momento nós escrevemos para os outros e não apenas para satisfação pessoal. Os críticos estão por todas as partes e assim como existirão as criticas produtivas, haverá também aquelas negativas e temos que aceitar cada ponto de vista. 

10-Quais são os seus próximos planos literários? Tem algum projeto em andamento que possa revelar?
Terminei recentemente de escrever o segundo livro da saga, Sina. Momentaneamente estou focado nessa saga, mas tenho sim planos literários. Praticamente quase todos os dias eu tenho ideias novas para futuros livros.
     Assim que terminar de escrever a saga Declínio, vou trabalhar em um romance de temática homossexual, cujo titulo será: Simplesmente o destino. Acho importante abordar esse assunto na atualidade, quebrar muitos paradigmas impostos por todos. Tenho planos para outra saga, que por enquanto não tem nome definindo, e também um livro sobre bruxas, que também não tem um titulo definido. Existem outros livros, parcerias com outras escritoras, mas que prefiro não dizer por enquanto, pois ainda não estão certos.

Muito obrigado novamente, por conceder essa entrevista. Agora para finalizar o espaço é todo seu: Deixe uma mensagem/recado para seus leitores.

Primeiramente quero agradecer a todos, principalmente á Febre de livro, por dispor esse espaço. Obrigado pela entrevista!
Quero dizer aos meus leitores, e futuros leitores, que sempre estarei aqui para ouvi-los e ajuda-los com o que puder. Acho importante essa interação de escritor/leitor. Quero poder ouvir as criticas deles, porque isso também é importante para mim. E espero sinceramente que meus livros cumpram o propósito de trazer momentos de satisfação e prazer á todos.

Para mais informações:
Fecebook: Aqui

5 comments

Priscila Cristina Croce 30 de setembro de 2015 10:26

Eu fui uma das primeiras leitoras...ehehehehe
Parabéns Raone...Desejo todo sucesso do mundo pra vc...bjs
Priscilla Croce

Jaque Chagas 30 de setembro de 2015 10:56

Olá, parabéns pela entrevista. Acabei de conhecer ele em um grupo de livros pelo facebook.
Já estou super ansiosa esperando o livro.

raone soares 30 de setembro de 2015 16:22

Oi, Jaque. Estou muito feliz por ter gostado tanto. Ansioso para saber o que irá achar da minha obra.

Hileane Barbosa 30 de setembro de 2015 16:46

Cara, só tenho que lhe dá parabéns. Desejo muito que vc faça muito sucesso.

raone soares 1 de outubro de 2015 10:15

Muito Obrigado, Hileane. :D

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