Entrevista: Roland Fischmann


Roland Fischmann é economista pela USP, com mestrado em Gestão pela Université Paris IX. Já ganhou alguns prêmios em concursos nacionais de contos.

1-Como começou o seu interesse pelo fantástico mundo da escrita?

Sempre fui um leitor voraz até que um dia descobri em mim mesmo o talento de inventar e contar uma história. Descobri também que contar uma história é uma forma de artesanato que requer o domínio de uma técnica. Esse prazer só foi aumentando com o tempo. Estou em meu terceiro livro publicado e não pretendo parar mais.

2- Todo escritor, normalmente é também um grande leitor. Conte-nos quem são seus autores favoritos? Algum deles inspirou a sua escrita?

Muitos autores foram importantes para mim. Em meus dias de juventude lembro sempre de Monteiro Lobato, Agatha Christie, Melville. Mais tarde Borges, Machado de Assis. Recentemente, Zweig, Modiano, Chico Buarque. Com certeza estou esquecendo de muitos outros autores, mas certamente Borges e Zweig são meus favoritos.

3-4 Qual foi o trecho do livro que você mais gostou de escrever? Qual de seus personagens é o seu favorito ? Por que? O que ele significa para você?
Pergunta difícil, pois amo todos meus bebes. Tenho personagens que afundam em seus problemas e outros que conseguem superar obstáculos e limitações. Qual deles é mais querido? Não sei responder, pois são todos parte de mim. Sofri como todos eles em algum momento de minha vida. Tive que enfrentar problemas difíceis como todos meus personagens. Sinceramente, não sei se posso responder a pergunta.


5- Qual o significado do seu livro para você? o livro já mudou de alguma forma a sua vida?

O significado de escrever um livro para mim é viver. Não poderia viver se não tivesse esta atividade criativa onde posso expressar meus sentimentos de uma forma que seja também útil para quem o leia: trata-se de alguma forma de aprendizado, de saber entender melhor nossos semelhantes, de amar a humanidade que existe em todos nós. Certamente escrever mudou completamente minha vida, completando-a de uma peça fundamental na vida de todos: ser criativo e oferecer algo de bom para outros.

6-Como se sente quando vê que as pessoas estão gostando do seu trabalho?

A  mais profunda satisfação, realização de um sonho.

7- Qual a emoção de ter seu primeiro livro publicado?

Na verdade "O Caso do Cão Atropelado" não é meu primeiro livro. "O Rabino" foi meu primeiro romance e "Nós, O Gato e Outras Histórias" uma coletânea de contos na qual fui um dos autores convidados. O Rabino foi um grande desafio: as dificuldades de se publicar são enormes. Demorei 8 anos para conseguir publicar, tempo que não foi perdido, pois nunca parei de trabalhar no texto, procurando sempre melhorá-lo. Seguir lutando sem esmorecer foi o grande aprendizado.

8- Você tem alguma inspiração quando escreve ou tudo vai simplesmente surgindo?

Geralmente trabalho sobre alguma idea inicial. Durante o processo de pesquisa novas ideias vão surgindo até que chego a um esqueleto básico para começar a escrever. Durante o processo de escrita novas ideias vão surgindo naturalmente. Depois que o livro fica pronto começa um interminável trabalho de revisão e, muitas vezes, adição de novos aspectos e, até mesmo, personagens. Entre a finalização da escrita e a finalização do livro, anos se passam. A velha e gasta metáfora do vinho que precisa envelhecer para ficar bom, ainda se aplica e não conheço outra melhor.

9- Qual seria sua maior "dica" para quem quer começar a escrever "Profissionalmente"?

Persistência, oficinas literárias, leitura e mais persistência!

10-Quais são os seus próximos planos literários? Tem algum projeto em andamento que possa revelar?

Tenho um livro de contos "História Universal da Mentira" que pretendo ver publicado até o próximo ano.

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