Entrevista: Fernando Petri



Sou da cidade de São Gonçalo, RJ, 21 anos. Fui aquela criança tímida que vivia seguindo no seu próprio canto. A partir de certa idade comecei (sem adiantar as respostas das perguntas) a escrever para mim mesmo como forma de expressão, tentar ser menos isolado - coisa que é muito comum em qualquer idade escolar. Dedicação é a palavra que me moveu para tentar descobrir quem sou eu, desde a parte da escrita até mesmo a escolha de uma faculdade. Estudei em colégios particulares e públicos, passei para uma universidade federal (duas vezes, sim, mudei de curso na mesma universidade pelo enem). Dentro da faculdade, já sem aqueles problemas de isolamento - que a escrita ajudou muito! - cheguei a assumir posições de liderança começando com uma turma, e, recentemente, do curso inteiro, afinal ajudei a criar um diretório acadêmico que nele sou presidente. Algo que a vida inteira fui guiado a fazer foi me dedicar aos estudos, então quando entrei na faculdade decidi aproveitar ao máximo esse tempo que estou lá, cumprindo a promessa até então. Independente de quem estiver lendo isso, gostaria de deixar a mensagem de que notas não medem o quanto você sabe sobre um assunto. Mesmo com notas medianas a vida inteira, consegui algo que, em nosso país, infelizmente, o acesso não é tão simples, o que vale mesmo é o que você tirou daquela experiência e do que absorveu no caminho. 

1-Como começou o seu interesse pelo fantástico mundo da escrita?
Começou com a necessidade de me comunicar. Cada um tem um jeito muito próprio de poder se expressar de forma única, seja com palavras, gestos, feições etc. Todos conhecem alguém que tem algo inexplicável e totalmente diferente de outras pessoas, aquele traço inconfundível de alguém.  No meu caso foi com a escrita que mais me identifiquei até então. Por volta dos treze anos comecei a escrever pequenos pensamentos, isso me fazia muito bem. Alguns amigos me incentivaram a ir além, e assim foi até o primeiro empurrão que me deram para iniciar meu primeiro livro.

2- Todo escritor, normalmente é também um grande leitor. Conte-nos quem são seus autores favoritos? Algum deles inspirou a sua escrita?
A minha visão sobre isso é engraçada por ser diferente. Não necessariamente acho que todo escritor seja um grande leitor, mas sim são aqueles que têm uma visão de mundo bem forte e que sabe observar e descrever o que passa na sua cabeça. Imagine os escritores da Grécia antiga, eles não tinham muitas referências, poucos eram os que podiam de fato ler e escrever, mas a visão que eles tinham sobre sua própria época, as passadas e as futuras, isso não muda com o tempo. Observar o mundo é observar histórias, e se alguma história me fez querer criar, foram as de C.S. Lewis, em primeiro momento com "As Crônicas de Nárnia".

3- Qual foi o trecho do livro que você mais gostou de escrever?
Não houve exatamente algum trecho que gostei mais ou menos, vejo a obra como um todo. Escrever para mim, como para qualquer autor em seu primeiro livro, foi um desafio e uma vivência. É impossível medir o que foi melhor nesse ato do desenvolvimento do livro.


4- Qual de seus personagens é o seu favorito ? Por que? O que ele significa para você?
É complicado escolher um favorito, mas coloco a "Gaia" por ser um dos mais marcantes. A história dela tão poética, forte e sutil ao mesmo tempo que faz com que cada aparição no livro seja algo de destaque ao meu ver, mesmo sendo um personagem secundário. Das pessoas que leram o livro, todas falaram algo dela, todos a identificaram como uma personagem forte. Penso que isso se deve ao significado dos atos dela, que ultrapassam a história em si.

5- qual o significado do seu livro para você? o livro já mudou de alguma forma a sua vida?
Significa que se eu quiser algo eu posso conseguir, desde que faça por onde. Significa que nada vem fácil, nada é "de graça". Para mim custou tempo e evolução, quebra de conceitos. Sem dúvida o livro me mudou, cada história que construo é uma mudança.

6-Como se sente quando vê que as pessoas estão gostando do seu trabalho?
É a sensação de missão cumprida.

7- Qual a emoção de ter seu primeiro livro publicado?
Por incrível que pareça, é mais uma noção que emoção. É uma noção de aprendizado, de estar seguindo uma etapa. Não como se fosse uma escada em que cada degrau é certo de ser o próximo, mas sim daquela etapa que você escolhe tentar, passar por ela, quebrar a cara dezenas de vezes e quando consegue... Você confirma aquilo que achava que seria quando chegasse lá, e descobrisse um mundo novo na sua frente.

8- Você tem alguma inspiração quando escreve ou tudo vai simplesmente surgindo?
É uma processo natural, não exige inspiração. A atividade de criar, ou criatividade, possui vários elementos que você soma com as experiências da vida. Imagine um contador que ama a profissão, ele fará suas atividades usando as ferramentas necessárias e com a vontade, dedicação e empolgação que só ele saberá equilibrar. Comigo acontece da mesma forma.

9- Qual seria sua maior "dica"para quem quer começar a escrever "Profissionalmente"? 
Minha maior dica é que, sempre, tire as aspas da palavra profissional. Trate sua escrita como uma profissão, tenha seus horários, crie sua rotina, descubra o que serve para você. Sempre ouço que o fundamental é escrever todos os dias nem que seja um pouco, não concordo com essa opinião. Para mim, o fundamental é descobrir o que funciona para o indivíduo.

10-Quais são os seus próximos planos literários? Tem algum projeto em andamento que possa revelar?
O Magnum Juris terá continuação, aguardem. Além disso posso dizer que outras histórias também terão espaço, deixo a dúvida no ar sobre o que vem por aí.

Muito obrigado novamente, por conceder essa entrevista. Agora para finalizar o espaço é todo seu: Deixe uma mensagem/recado para seus leitores.

Viver é criar uma história a partir de escolhas. Decida bem se quer que contem a sua história como um terror, aventura, ou o que quer que seja. (Nesse caso, evitar o drama é sempre bom!)

Assim como está na primeira página do livro, toda magia pertence aos sonhos, descubra o motivo disso e não deixem de conferir essa nova etapa da literatura brasileira!

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